12 janeiro, 2011

Oh please God, wake me

Tudo quanto é pequeno é bonito. É interessante, fofinho e adorado. Temos como exemplo os bebés. A família faz fila para pegar o bebézinho ao colo, para lhe dar leite e até para ver a mãe a mudar-lhe a fralda! Os primos, os tios, os avós, os vizinhos, os amigos, os conhecidos e os emplastros aguardam impacientemente a sua vez para tirar uma fotografia com o bebé. O seu nome anda de boca em boca e é o tema de conversa de todas as festas. É uma novidade. Uma nova vida. É o protegido da família.
Entretanto, o bebé cresce e torna-se numa criança, traquina ou sossegada. Deixa de ser o centro das atenções, deixa de ser o protegido e, perde todo o interesse...Continua a crescer, apercebe-se deste facto e repara que tem duas opções:
1. Continua isolado num canto e espera que o tempo passe até a festa acabar
Ou
2. Junta-se a eles! 
Faz com que a sua presença seja sentida, mete-se a meio das conversas dos outros, diz parvoíces, conta os seus problemas, chora, ri, abraça...Mas o importante é mostrar que é interessante. É conviver com as pessoas. Não deixar que os dramas lhe tirem o sorriso da cara.
São estes momentos que viveu com os seus que irá recordar quando tiver cabelo branco.  Por este tempo ter sido aproveitado e disfrutado, quando um dia partir e não voltar mais, os que ficaram vou recontar e sentir saudades. Não vão deixar que o tempo esqueça essa pessoa.
Deste modo, ninguém morre. Permanece vivo no nosso coração e memória, porque deixou lembranças :)